12 de janeiro de 2014

6º Dia - Bike Tour e Praia Brava

      Acordamos cedo, hoje era o tão esperado passeio de bike pelas Praias do Sul. O dia amaheceu lindo, um sol tímido, nuvens finas e esparsas, a chuva refrescou o clima, e as nuvens escondiam o sol um pouco, não deixando o calor dominar. Nossa, foi um alívio ! E pensar que nosso passeio de bike não teria mais por causa da tempestade de ontem !

      Pegamos e fomos de carro pelo Rio Vermelho, uma estrada alternativa que passa pela reserva de mesmo nome, e que nos afasta do centro. Achamos com facilidade a sede do Caminhos do Sertão, no bairro de Campeche, onde nossa anfitriã Marcella nos esperava já com as bicicletas pré-preparadas. Nos preparamos e testamos as bicicletas, para fazer os ajustes finais, e até trocar por outras até atenderem melhor a todos. As bikes são muito boas, todas em ordem, com pneus em bom estado, marchas funcionando perfeitamente, todas lubrificadas. 

     Nosso guia foi o Sérgio Fregolão, uma pessoa meio "maluca" (no bom sentido). Ele é apaixonado por bicicletas e já fez de tudo na vida, até escalou montanhas. Hoje em dia ele vive viajando o Brasil todo de bicicleta, vai de Floripa para o sul da America Latina, vai para Mato Grosso do Sul, e qualquer outro lugar que possa ir, ele vai de bicicleta. A bike que ele nos guiou era toda montada por ele mesmo, retirada de um ferro velho e reformada, uma antiga bicicleta de corrida (acho que uma Caloi 10), com pneus lisos e finos, sistema de marchas originais, etc.. com ela ele vai a qualquer lugar que queira. Um exemplo para qualquer um, não podíamos ter um guia melhor.

      Começamos nosso passeio passando pelo bairro e indo em direção ao litoral. Paramos logo onde o Sérgio nos deu algumas explicações sobre o local, e a praia. Logo depois, partimos novamente e chegamos ao nosso primeiro desafio: o Mosteiro Vila Fátima, com uma subida "caprichada" na entrada, pois fica em cima de um morro (o Morro das Pedras). Cris e Gabriel não aguentaram e tiveram que empurrar, pois não sabiam ainda como passar as marcas das bicicletas corretamente. Lá em cima, uma equipe de filmagem completa estava fazendo alguma coisa por lá, não soubemos o que era. O Sérgio nos explicou a história do Mosteiro e também das praias que iríamos ainda passar. A vista é linda, ótima para fotos. 


     A descida do Mosteiro foi mais fácil, mas eu sempre preocupado com o Gabriel, tinha que ir "na cola" dele. Continuamos nosso passeio pela estrada que beira o litoral, sempre desfrutando da paisagem. Logo a frente, paramos novamente no Parque Municipal Lagoa do Peri. É um parque público, com uma lagoa imensa, considerada como uma das maiores lagoas de água doce que existem.  Uma curiosidade que o Sérgio nos falou é que a maior parte da água da lagoa provém do orvalho da mata que a rodeia. Frequentada mais por famílias, a lagoa é muito bonita mesmo, possui aluguel de caiaque, stand up paddle e pedalinho. Fizemos uma parada lá para tomar banho na lagoa, mas Cris e Gabriel não quiseram, fomos apenas eu, Sérgio e Marcella, os dois ficaram na beira da lagoa nos esperando e tirando fotos. A água estava uma delícia, quentinha. A área de banho é demarcada por bóias, e quem ultrapassar salva-vidas à postos já mandam retornar. Aproveitamos e comemos lichia que o Sérgio trouxe, nunca tinha comido uma e gostei também.
        Saindo da lagoa, fomos por caminhos alternativos beirando a lagoa, por trilhas de terra e de areia entre a mata nativa da região. Saímos em regiões mais rurais , onde habitam mais pessoas humildes e originárias da região, e sempre em estrada de terra. A trilha é de fácil trânsito, de terra batida, onde passam carros e até ônibus, tendo que ter muito cuidado com alguns trecho com muitas pedras soltas. Em um desses trechos, em uma descida, eu, Sérgio e Gabriel nos afastamos um pouco da Cris e Marcella, e senti que as duas estavam demorando muito. Resolvi voltar e fiquei preocupado, pois estavam muito atrás mas não deveriam. Quando as avistei fiquei sabendo que a Cris levou um tombo, mas já estava bem, pois a mata amorteceu a queda e ela nada sofreu.

      Continuamos o passeio até chegarmos na praia da Armação, a mesma que nós pegamos o barco para a Ilha do Campeche. Lá fizemos um pequeno lanche (banana e pão de queijo) que a Marcella nos trouxe, tomamos água e fomos tirar fotos entre as praias de Armação e Matadeiro. Depois, continuamos nosso passeio até a praia do Pântano do Sul, entrando nela pela parte mais ao sul da ilha. Gostei muito dessa praia, estava calma (acho que nem sempre é assim), poucas ondas e muita areia. Estava um pouco vazia, talvez por causa do tempo. Fomos pela areia até o início da praia, na outra ponta, onde fizemos outra parada, desta vez para o almoço.
      O almoço estava programado no Bar do Arantes, um restaurante tradicional da região, fundado em 1958, possui cada centímetro (pelo menos caminha para isso) de suas paredes cobertas por bilhetinhos escritos pelas pessoas que vão almoçar lá. A história dos bilhetinhos vem de muitos anos atrás, o Sérgio nos contou, mas sugiro que cada um pesquise, para que eu não me perca nessa postagem.  O restaurante possui o sistema de buffet e também a La Carte, e a especialidade é de frutos do mar. O buffet é muito bem servido, muitas variedades de peixes, ostras, pratos com polvo, pescados, etc... eu fiquei perdido, o máximo que tinha para quem não gosta de peixe era um ovo com molho rosé, e não tive escolha, peguei um pouquinho de peixe espada empanado, arroz, farofa e salada. Gabriel também estava perdido mas acabou pegando uma pescada tipo parmegianna. A Cris se deu bem.




     Mas mesmo assim o almoço foi muito gostoso, e com companhias excelentes, não podia ser melhor. Deixamos nossos bilhetinhos por lá também. Por favor, quem for por lá, tirem fotos e nos mostrem para sabermos que ainda estão lá ! Colocamos no portal entre onde se serve o buffet e as mesas do fundo da loja (veja as fotos deles ao lado)! 

     Durante o almoço, o sol resolveu nos mostrar toda a sua força. Saiu sem cerimônia, e deixou todos com preguiça de voltar, com barriga cheia ainda precisávamos pedalar mais uns 13 km de volta à sede do Caminhos do Sertão. O banco da bike também não ajudou, começamos a sentir tudo (tudo=nádegas) dolorido, principalmente depois de sentarmos nas cadeiras mais confortáveis do restaurante, e depois voltar para os bancos das bikes...

      A volta foi bem mais rápida, mas o sol não deu trégua, os termômetros das ruas marcavam 32ºC na hora que voltávamos para casa, depois das 16:00hrs. devia estar bem mais quente quando saímos do restaurante. tudo foi bem tranquilo até uma subida pela BR já não muito longe de nosso destino, logo em frente ao Mosteiro. Cris não conseguiu segurar a bicicleta e caiu, mas novamente ela conseguiu se segurar e abraçou o guard rail, não sofrendo muito mais do que alguns arranhões. Fiquei junto do Gabriel (subindo a ladeira) enquanto a Cris era socorrida e neste mesmo instante, ele também perdeu o controle e bum.... caiu, ficando parte do corpo dentro da pista. Mandei logo ele rolar para o acostamento e corri para levantá-lo. Ralou o joelho e ficou mancando, querendo voltar a pé (pode???). Finalmente, sentou na bike novamente e voltamos (faltava pouquíssimo e achamos que não era necessário pegar o carro), era mais descida. 

      Já chegando bem mais perto, faltando uns 3km entramos em uma praça para cortar caminho (a mesma da ida). Cris novamente se descontrolou e acabou descendo o meio-fio e caindo da bike. Dessa ves foi mais sério, bateu com a perna e o cotovelo no chão, se ferindo mais gravemente. Mesmo assim deu uma crise de riso nela que todos ficamos rindo junto. Resolvemos então buscar o carro de apoio na sede, ficando eu, Gabriel, Cris e Sérgio (nos contando várias aventuras dele) na praça. Cris e Gabriel voltaram de carro e eu terminei o passeio com o Sérgio. Rodamos um total de 35 Km de bike.

      Voltamos então para o carro, e Gabriel queria pegar uma praia (não quiseram ir na praia nem na lagoa no passeio de bike!?), e fomos para a praia Brava, no extremo norte da ilha, a uns 30km de distância. Felizmente, devido à hora, não pegamos trânsito, e como o sol se põe na ilha depois das 20:00, chegamos com o sol bem alto na praia. 

       A Praia Brava é rodeada por condomínios muito bonitos. Estava dificil de estacionar, mesmo no horário que chegamos, mas consegui um estacionamento rápido. No caminho, em cima de um morro, existe um mirante onde você pode saltar de parapente (acho que o preço é de R$ 170,00), a praia fica cheia de parapentes, e eles normalmente descem na praia mesmo. 
      Escolhemos um lugar, alugamos uma cadeira e um guarda sol (R$ 7,00 cada, mas o rapaz me fez por R$ 5,00), fui comprar lanches para Cris e Gabriel na única barraquinha do final da ilha, que mesmo assim era bem caprichada em termos de lanches e de serviço. Apesar da fila, fui muito bem atendido.  Fomos jogar frescobol, Gabriel estava ancioso, pois tínhamos comprado um para ele ontem e não tinha tido tempo para jogar. Logo depois pulamos na água, geladíssima também, mesmo assim nem tanto quanto a de Campeche. As ondas estavam boas, dava para "pegar uns jacarés", mas a praia puxa forte também, alguns trechos com banco de areia nos permitia ir até onde as ondas quebravam, mas sempre mantive Gabriel por perto.
      Depois de um bom tempo, comecei a sentir frio. Acho que a mudança brusca de temperatura me fez mau, saí para comprar um milho enquanto observava Gabriel que continuava nas ondas. O sol se pôs às 19:25, e essa foi a hora que Gabriel saiu do mar, mesmo porque eu tive que chamá-lo, e sob protestos. 

      Gabriel estava com fome de Pizza, então fomos em uma das pizzarias mais famosas de Floripa: a Basilico. É uma pizzaria que fica no Canto da Lagoa e muito fácil de achar, tem até um estacionamento próprio. O ambiente é super agradável e não precisamos esperar muito, as pizzas são deliciosas (pedimos uma grande, 2/3 calabresa, 1/3 abobrinha com queijo brie) e as sobremesas divinas (eu pedi um Petit Gateau de Doce de leite, Gabriel um Brownie e Cris uma torta de maçã), o atendimento é VIP, e ainda tem suco de uva orgânico !  Saímos de lá 23:30, e não tenho a mínima idéia de como eu consegui dirigir até em casa, estávamos todos extremamente cansados, e morrendo de sono. Mesmo assim, paramos no mirante da lagoa para olhar a vista e tirar umas fotos, realmente, a lagoa é linda, de dia ou de noite !

10 de janeiro de 2014

5º Dia - Ilha de Campeche



    Hoje amanheceu com um sol forte, sem medo de sair. Algumas nuvens insistiam em tentar escondê-lo, mas ele não deu chance, saiu com toda a sua força. Me arrumei para mais uma corrida, mas Gabriel resolveu acordar mais cedo e não me deixaram correr para sair logo para nosso passeio de hoje: Ilha do Campeche. Portanto, fiquei sem correr, e já era mesmo meu projeto FIT, foi para o ralo !!!

      Partimos para Campeche pelo Rio Vermelho. Me pareceu mais prudente descer por este lado da lagoa e não passar pelo Centro a esta hora da manhã. Creio ter feito o correto, pegamos trânsito apenas nas imediações da Lagoa da Conceição. O GPS ajuda e muito, mas às vezes não resolve, chegamos em Campeche, mas o ponto correto para pegar o bote para a Ilha eu não achava. Parei para perguntar em uma papelaria, e a funcionária me explicou direitinho como se faz. Veja logo abaixo, minhas dicas sobre Campeche para saber os detalhes.
        Nos dirigimos então para a praia da Armação, pois achamos melhor de acordo com a indicação nos dada. Compramos o ingresso e embarcamos no barco Pirata. Ainda na fila de espera do barco, um cachorrinho nos agraciou com sua presença e adorou nosso carinho que chegou até a deitar na frente do Gabriel para receber mais. Pena ter que deixá-lo lá. 

      A ida para a Ilha de Campeche é complicada. O barco é um desses de pesca adaptado para transportar até 20 pessoas. É relativamente pequeno, então balança um bocado, e quem não está acostumado, enjoa bem fácil, são 30 minutos até a ilha.  Não existe outra forma de ir para lá, é um santuário ecológico e somente os barcos cadastrados pela associação de pescadores podem levar as pessoas para lá, a não seu que você tenha seu próprio barco, é claro.

        A volta ficou marcada para as 15:30, não tem pier para atracar, então o barco para na praia mesmo, e como eu estava preparado para trilha (e ainda sem caução), tive que tirar meus tênis e levantar o máximo minha bermuda para tentar escapar, embora seja difícil, mas felizmente consegui em um momento que a maré baixou, a água quase molhou minha bermuda.

       Quem vai para Campeche, não tem muita coisa para fazer por lá, são basicamente 3 coisas para fazer: pegar umas trilhas, mergulho subaquático e pegar uma praia. Não que fazer tudo isso em 4 horas não seja pouco, mas curtir o local, a oportunidade de estar em um paraíso desses não tem preço. As trilhas (veja página sobre campeche) são bem simples, sempre com o guia e pode-se fazer até de chinelo. Algumas duram 1 hora e outras 1 hora e meia. Escolhemos a maior por ser mais completa. Nem todas as trilhas são liberadas. A guia foi muito simpática e foi contando a história da ilha e da cidade, das gravuras feitas por povos antigos e curiosidades. A paisagem é exuberante, vegetação fechada com vista da costa para o Atlântico, com rochedos e uma história para cada local que passamos.

      Uma coisa bem interessante que nos avisam logo que chegamos é que a ilha está infestada de quatis. Eles foram levados para lá por uma associação de caça e em 1970 a caça foi proibida. Desde então, eles se reproduzem e viraram uma "peste", mas estão querendo retirá-los de lá. Tadinhos, tão bonitinhos....

      Não quis fazer o mergulho, pois com as chuvas dos últimos dias, a água estava turva. me informei e me falaram que o mar não estava bom para o mergulho, mas os passeios estavam abertos.

     Depois da trilha, paramos em um restaurante (só tem 2 na ilha) para almoçar. O serviço é bem precário, pois só tinham 2 pessoas atendendo as mesas. Existem vários pratos, pedimos 2 pratos executivos, mas não prestei atenção nos detalhes deles, deixei a Cris e o Gabriel escolherem. Quando chegaram, senti falta de uma salada ou algo mais saudável, pois era basicamente frango empanado, arroz, feijão e batata frita. Mas deu para matar a fome. Creio que conversando com o garçom, pode-se incrementar os pratos para melhorá-los. Enquanto Gabriel comia os quatis ficavam do lado esperando a areia, procurando um pouco de comida,  esperando que caia alguma bat
atinha da mesa ou até subindo no banco pedindo. Não demos nada, nos pediram para não fazer isso, pois eles estão mal acostumados, mas não são todos que fazem isso, vimos várias pessoas dando batata frita para eles.

       Depois do almoço, fomos para a praia tomar um banho de mar nesse santuário ecológico. A areia da praia é branquinha e muito fina, daquelas que você vai andando e ela vai fazendo um barulho engraçado quando a sola do pé raspa na areia. O lugar reservado para banho é delimitado por bóias, nos 2 extremos da ilha. No centro é o ponto de atracagem dos barcos e não se pode nadar lá. A água é simplesmente geladíssima. Quase não aguentamos de tão fria que é a água. Mas mesmo assim, uma delícia. A praia não tem ondas, só aquelas marolinhas, pois a praia é basicamente uma baía virada para o continente.

       Chegada a hora de voltar, pulamos no barco "Pirata" (era o nome dele) e voltamos para a praia de Armação. A volta foi mais tranquilo que a ida, pois não pegávamos as ondas em sentido contrário, balançava muito pouco.

       O resto do dia foi tranquilo, voltamos à Sorveteria Monte Pelmo para mais uma sessão de sorvetes (realmente, são muito bons!), passamos no supermercado na volta para comprar uns mantimentos extras e na lavanderia para deixar algumas roupas sujas. Chegando em casa (bem na rua das Gaivotas), fomos surpreendidos por uma tempestade, daquelas de ventania e chuva muito forte mesmo. Pegou muitas pessoas desprevenidas, que saíram correndo desesperadas no meio da rua.

        Fiquei apreensivo... como será o passeio de bike amanhã se a chuva continuar ????

Dicas sobre a Ilha de Campeche

  1. Segundo a funcionária da loja, existem 2 formas de ir para a ilha: a primeira é pegar um bote na praia de Campeche. Me parece que este bote é pequeno, daqueles infláveis com chão rígido, não muito seguro (transporte clandestino), e pelo que ela me indicou, preferimos a segunda opção: ir para a Praia de Armação, onde pegamos um barco maior na associação de pescadores. Não chegamos a verificar como são os barcos da ilha de Campeche, mas se a de Armação são melhores que eles, então...
  2. O preço do barco (ida e volta) para a Ilha é de R$ 60,00 por pessoa;
  3. A duração da permanência na ilha é de 4 horas. O dono do barco marca um horário para voltarmos para o Trapiche;
  4. A lotação da ilha atualmente é de 450 pessoas;
  5. Algumas trilhas não estão acessíveis. Na hora que chegar na ilha, deve-se informar no local correspondente quais poderão ou não ser feitas. Sempre com guia. 
  6. As trilhas que fizemos são muito simples, demora mais por causa das explicações e podem ser feitas até de chinelo. Custam R$ 10,00 ou R$ 20,00 a mais completa;
  7. Verifique antes as condições para o mergulho. Quando fomos, tinha chovido fazia pouco tempo e veio um vento do leste, deixando a água muito turva, por isso resolvi não fazer o mergulho.
  8. Para ir, pode-se levar cadeira e guarda-sol. Vá de chinelo e roupa de banho, pois o barco para na praia para descer, então você vai molhar o pé, perna e até mais se vier uma pequena onda.

8 de janeiro de 2014

4º Dia - Lagoa da Conceição

      Coloquei o relógio para despertar às 7:00, mas acabei acordando ainda antes. Não consegui dormir direito. O dia amanheceu muito bonito, o sol apareceu de verdade, embora algumas nuvens ainda teimavam em brigar com ele. Fui fazer minha corrida na praia, enquanto todos dormiam. Depois da corrida, passei o resto da manhã fazendo esse Blog, pois os dois acordaram depois das 10:30 da manhã. Depois ainda foram tomar café da manhã, se arrumar, etc... A programação de hoje era a Lagoa da Conceição, onde iríamos fazer uma trilha e almoçar na beira da lagoa. No final, fomos sair praticamente 12:00. Ou seja: manhã perdida.

      O trânsito para a Lagoa estava tranquilo, somente perto da ponte é que ficou mais intenso, mas nada que atrapalhasse. Seguimos as instruções de uma colega para chegar na trilha da Costa da Lagoa, e foi muito fácil. Deixamos o carro no Canto dos Araçás e começamos a trilha. Gabriel estava super animado, mas passados 400 metros já começou com o teatro de que estava cansado, que queria água, que as pernas estavam doendo... e foi assim até o final da trilha.

      No início da trilha, uma placa avisava da dificuldade (médio para difícil), da distância e do tempo (7Km, 2 horas). No entanto, achei a trilha relativamente fácil, a maioria dela tem caminhos feitos pela comunidade que mora na beira da lagoa e utiliza a trilha para se locomover na região. Poucos são os lugares que tínhamos que subir pedras e lugares íngremes (mas nenhum muito íngreme). A paisagem é deslumbrante, a vista da lagoa é maravilhosa. Também, ao longo da trilha, encontra-se pontos interessantes, como o Engenho de Farinha antigo e o Sobrado da Dona Loquinha, todos da época colonial. Pena necessitarem de uma revitalização, pois estava caindo aos pedaços. No engenho, qualquer um pode entrar, e como não tem ninguém ou o acesso é irrestrito, podem mexer em qualquer coisa, podendo até danificar tudo, lembrando que as peças já estão em mau estado. Felizmente esses visitantes aqui sabem se comportar !


   
Seguimos a trilha até a comunidade da Costa da Lagoa, com seus famosos restaurantes na beira da lagoa. Infelizmente, devido à falta de fôlego e músculos de alguns, não foi possível seguir até Ratones, quem sabe em uma outra oportunidade. Paramos para almoçar no restaurante Lagoa Azul, no ponto 17.

        É um bom restaurante, com uma boa estrutura, mesas compridas (e limpas) de madeira e serviço muito rápido. Pedimos um Linguado ao molho de alcaparras. Enquanto o almoço não chegava, um banho na lagoa para refrescar, pois o sol abriu enquanto estávamos na trilha e fez um calor razoável. Esse restaurante é bom também porque é um dos últimos (senão o último) restaurantes da Costa, o que torna mais fácil voltar, pois o barco passa por ali primeiro para pegar os passageiros. Ao longo das paradas ele enche e as pessoas devem esperar o próximo barco. Terminado o almoço, pegamos o barco de volta até o Canto dos Araçás, onde deixamos o carro. Próxima parada:

Praia Mole

      A Praia Mole fica bem perto da Lagoa da Conceição. É uma praia muito badalada, e estava bem movimentada quando fomos (mais de 17:00). A Praia Mole é chamada assim pois a areia dela é grossa e fofa, então os pés afundam na areia com facilidade. No entanto, não é somente isso que me preocupou. Por ser uma praia de frente ao leste, ela é bem agressiva. As ondas caem diretamente na areia, e tem uma força de retorno impressionante. Com a areia "mole", fica muito difícil se locomover. Também, a inclinação da areia é alta, tornando a praia mais perigosa ainda, pois logo no início dela se torna muito funda. A água também estava extremamente gelada.
      Fiquei apreensivo com o Gabriel, pois ele gosta de ir onde as ondas quebram, e nessa praia, se não for na areia, é somente mais para trás, onde os surfistas praticam o esporte. Mais tarde ele desistiu da  água e foi montar a fortaleza dele.
      Ficamos na praia até depois das 19:00. O sol aqui se esconde mais tarde, depois das 20:00 !
      Voltamos para casa, para "jantar" e descansar.

7 de janeiro de 2014

3º Dia - Passeio de Escuna e Santo Antônio de Lisboa


       Acordamos cedo. O dia amanheceu nublado, mas com nuvens finas e sem previsão de chuva. Fazia calor.
      Após várias pesquisas, fiz reservas pela internet na agência Escuna Capitão Gancho Martin, pois achei que fosse ser a melhor. A agente me pediu para comparecer na agência às 09:00 da manhã, pois o check-in seria à 09:30 e eu ainda tinha que acertar o passeio com ela. 
      Saímos daqui bem antes, com o GPS na mão. No entanto, o GPS nos levou para o outro lado da praia, e ficamos meio perdidos. Rodamos por lá, mas estávamos no lugar errado. Rodando por lá, nos encontramos então com nada mais nada menos que o Jack Sparrow !!! Ele tinha se separado do seu Pérola Negra e ia em direção ao Trapiche. Parei imediatamente o carro e ofereci uma carona para ele. 

      Chegando no Trapiche, procurei a equipe da agência e aceitei os detalhes do passeio com eles. No entanto, depois disso, fiquei sabendo que a saída do barco seria apenas 11:00 da manhã ! Não iria ficar 2 horas esperando ! Embarcamos então no barco Piratas do Caribe I, da agência Scuna Sul, no passeio sem parada para o almoço. Não era o que eu queria, mas infelizmente, não dava para ficar parado 2 horas esperando. 

6 de janeiro de 2014

2º Dia - Almoço com amigos e Ingleses

Dormir ??? Que nada !!!


      Acordei umas 7:10 da matina, não consegui dormir 100%. Saí para correr um pouco depois, pois sabia que quem ia dormir até tarde era o Gabriel. O dia amanheceu nublado, com nuvens "leves", mas sem chuva. Dia perfeito para dar uma corrida. Me aprontei e saí. devido a um erro de cálculo, acabei correndo mais do que imaginava (a praia era maior do que eu calculei que tinha pelo maps).

      Cheguei no apartamento e Gabriel ainda estava dormindo. Nos aprontamos e fomos para um almoço muito agradável, com grandes amigos. Churrasco, vinho, damascos, castanhas, sorvete, amigos e um bom papo. Tudo de bom em um ambiente super acolhedor.

       Voltamos para casa depois das 17:00. Eu e Gabriel fomos então para a praia dos Ingleses, onde passamos um bom tempo pegando ondas e olhando as tatuíras se enterrarem na areia.
 Após um banho, decidimos ir para o Centrinho dos Ingleses conhecer o local e fazer um lanche. O centrinho é uma quadra com muitos restaurantes e lojas dos mais diversos tipos, como artesanatos, roupas, etc.. algumas barracas também vendem itens. Muito movimentada, principalmente algumas lanchonetes, como as de pastéis.


    Comemos pastéis e sucos na Tropical lanches, passeamos um pouco e fomos depois para a Sorveteria Monte Pelmo, que vende sorvetes artesanais sem leite. Muito procurada, sensação do momento e também indicada por nossos amigos. E realmente, vale a pena conhecer. Fica em uma esquina, de uma rua paralela, e sempre está cheia. Muitas pessoas vão lá para tomar um sorvete dentre dezenas de opções de sabores. É difícil escolher, e você pode pedir quantas bolas quiser (paga-se por quilo), e eles tem uma bandeijinha que cabem umas 8 bolas. E realmente, são deliciosos.
      Nosso dia terminou aqui, fomos dormir mais cedo porque no dia seguinte era dia de passeio marcado e teríamos que acordar às 7:00 !!!

5 de janeiro de 2014

1º Dia - Chegada e Luzes da Cidade

Por onde começar ? Esse foi um dia intenso.

     Acordamos cedo, o avião saía cedo então tínhamos que fechar as malas e partir logo para o aeroporto. Felizmente, a época e o horário ajudaram, e não pegamos trânsito nenhum. O aeroporto também não estava cheio, pegamos uma fila para despachar as malas, mas andou bem rápido, e a dica aqui é óbvio: fazer o check-in antes, pela WEB.
        Tomamos café da manhã no aeroporto mesmo. A viagem de avião foi tranquila (ignorando o stress de certas pessoas nas filas, conexões, malas, etc...), fizemos conexão em São Paulo, mas foi bem em cima da hora, não precisamos esperar nada e foi correndo, saímos do avião e já embarcamos no outro. Para os curiosos, segue o "lanchinho" da TAM para São Paulo e depois para Florianópolis (1º: sanduíche de pão com presunto. 2º: Salgadinho).
        Chegamos em Floripa um pouquinho mais cedo do que o horário previsto, o tempo já tinha sido avisado pelo comandante: chuva leve e tempo nublado. Fomos para o balcão de aluguel de carro para alugar um, e aqui já deixo outra dica minha: alugue um carro pela internet. Existem vários sites qe fazem pesquisas de preços entre várias locadoras, e em vários deles você encontra preços bem mais baratos. No meu caso, o aluguel saiu mais ou menos 40% mais barato do que se eu fosse alugar direto no balcão no mesmo dia. Alugue também com antecedência, pois depedendo da época, é possível que não encontre mais um carro da classe que quer.
       Saindo do aeroporto, para pegar o carro, tivemos uma primeira impressão dos habitantes dessa linda cidada: o tabagismo. Bem no ponto de entrega do carro, um fumódromo se instalou, e muita gente fumando. Tenho todo respeito para com quem fuma, mas odeio essa prática e também o cheiro, e tivemos que ficar ali passivamente enquanto esperávamos o carro. Mias tarde viríamos a comprovar o que estudos já mostram: que o sul do país tem uma das mais altas taxas de fumantes do Brasil (reportagem do mshoje).
         Do aeroporto nos encaminhamos à praia dos ingleses, onde iríamos nos hospedar. teríamos pouco tempo, apenas para deixar nossas malas e nos instalar para voltar ao centro, pois precisávamos comprar alguns mantimentos (água, café da manhã, etc...) e embarcar para o passeio Luzes da Cidade, do Floripa By Bus. Já no caminho de ida aos ingleses pudemos ter uma idéia do que nos esperava (e que já tínhamos sido avisados): um congestionamento imenso no sentido praia-centro. Deixamos as malas no apartamento, arrumamos o básico e voltamos para a rua, com destino ao Shopping Iguatemi, mortos de fome, pois só tínhamos comido até agora o sanduíche do vôo da TAM.
         Demoramos 1 hora e 30 minutos para chegar ao shopping, mais tempo do que durou a viagem de avião de São Paulo para Forianópolis. Parece que toda Floripa resolvou ir ao shopping ao mesmo tempo (por causa da chuva), um tumulto só, dentro fomos direto à praça de alimentação para "almoçar" (já eram umas 17:00!) mas estava impossível conseguir uma mesa. Depois de umas voltas pelo shopping, finalmente consegui uma mesa na praça e almoçamos no Viena.
         Com o problema da fome solucionado, fomos acertar o Floripa By Bus e passeamos um pouco até chegar a hora.

Floripa By Bus: Luzes da Cidade


        Esse passeio é muito gostoso. No dia, estava chuviscando um pouco, mas na hora do passeio parou e não choveu praticamente nada. Disrtribuíram capas de chuva para todos que fossem em cima, e Gabriel fez questão de ir lá. Outra dica que dou a todos é que na hora da reserva, peçam se quer ir em cima ou embaixo, pois eu não fiz isso e nos colocaram em cima. Aí se chovesse, pegaríamos chuva, mas deu tudo certo, inclusive sobraram vagas no andar inferior e a guia ofereceu para quem quisesse descer.
         Perto da fila, outro fumódromo. Muitas pessoas não conseguiam ficar na fila por causa da fumaça. O ônibus saiu do shopping e foi em direção à Praça XV de Novembro, e no caminho ficamos conhecendo vários lugares importantes da cidade, como o Mercado Municipal e a Alfândega, e suas histórias. Já na Praça XV, também passamos a conhecer um pouco da história da cidade e suas lendas (principalmente as de assombração). E esse é justamente o momento que as luzes da cidade começam a ser acesas, pois começa a anoitecer. Tudo fica muito bonito, principalmente com a decoração de natal, com presépios e luzes enfeitando toda a praça e os arredores.
          Depois da Praça XV, o ônibus se dirigiu para a Lagoa da Conceição, onde tivemos uma visão da vida boêmia que se passar lá, passando também pelo morro de São Pedro, onde tivemos uma linda visão de toda a lagoa.

         Findo o passeio (umas 21:55) aproveitamos e fomos fazer as compras no supermercado BIG, que fica dentro do shopping.  Sim, era preciso. Compramos o que precisávamos e voltamos ao apartamento. Saímos de lá (do BIG) quase 23:00 ! Fomos dormir quase 2:00 da madrugada. Pensei logo: já era meu projeto FIT (correr 5Km todo dia na praia) !!! Amanhã vou acordar é tarde !!!!!