22 de abril de 2015

Dia 13 - Brooklyn, Plaza Hotel, Empire States

      Depois de mais um café da manhã no hotel, pegamos o metrô para a praça City Hall Park, onde fica a prefeitura de NY. Lá iríamos encontrar com um dos guias para o nosso tour da Brooklyn Bridge (a ponte mais tradicional e conhecida de Nova Iorque), Brooklyn Heights e DUMBO.
      O guia (muito simpático) nos contou muitas histórias sobre a ponte enquanto caminhávamos por ela, e realmente, é uma ponte muito bonita, com uma vista espetacular de vários pontos da cidade. O tour também passou por 2 bairros de Nova Iorque, o Brooklyn Heights e o DUMBO, cada um com sua história e suas características peculiares, e teve mais ou menos 3 horas de duração.
      Terminado o tour no DUMBO, paramos para tirar algumas fotos de um lugar que vemos em muitas fotos, pegando a Brooklyn Bridge e Manhattan mais atrás. 



   Voltamos para o hotel, mas paramos em uma lanchonete Fresh & Co. para almoçar uma sopa (para variar). Já eram 2:00 PM.

      Não tivemos muito tempo, para descansar, voltamos ao hotel para um bom banho para nos arrumarmos para o próximo evento: Hotel Plaza.

      A programação seguinte exigia um figurino mais caprichado. Nos dirigimos a pé para o Hotel Plaza, pois tínhamos remarcado o chá da tarde para este dia em um horário que eles serviam (4:30 Pm era o último horário). O hotel é fabuloso, o ambiente muito requintado e lindo. O atendimento excelente e o chá é bem caprichado também, bem padrão do que constumamos comer, composto de vários mini sanduíches, bolinhos e alguns doces de sobremesa. O bule de chá veio cheio, caprichado, e até sobrou. Saímos mais do que satisfeitos de lá, principalmente a Cris, que amou a visita e o "lanchinho". 

      Saindo de lá ainda estava claro e decidimos ir conhecer o Empire States para conferir o pôr-do-sol lá de cima. Pegamos um metrô e saímos bem pertinho dele. O Empire States é um edifício lindo, internamente parece ser todo de ouro, uma decoração inesquecível, cada detalhe perfeitamente planejado. 
      Para entrar também tivemos que passar por Raios-X. Também pegamos um audio/vídeo tour, muito caprichado e que podíamos escutar enquanto esperávamos nas filas dos elevadores. A qualidade do audio/video tour me surpreendeu, que contava histórias, curiosidades e mais sobre o Empire States em português. Para se chegar lá no topo, precisamos pegar 2 elevadores, um até o 70º andar e outro até o 76º andar. Opcionalmente, pode-se comprar (até no próprio 76º andar) um ticket para subir mais ainda, mas este não fomos. Lá em cima a visão é maravilhosa, podemos ver toda Nova Iorque, até os bairros mais afastados. Chegamos em uma hora perfeita, o sol ainda não tinha se posto, estava bem claro, e não iria demorar muito para escurecer. 


      Enquanto isso não acontecia, tiramos várias fotos ao redor de todo o terraço com a cidade no fundo. À medida que ia escurecendo, fomos repetindo os lugares para pegar as várias tonalidades de cores durante o pôr-do-sol, e aos poucos a cidade foi se iluminando, mostrando como Nova Iorque de noite é uma outra cidade, mais bonita ainda que de dia.



Dia 12 - Central Park, Metropolitan Museum, Basquete

      Neste dia tínhamos outro tour para fazer, o de Low Manhattan, mas a Cris queria ir para o Central Park, então cancelei o tour e fomos passear por lá. Acho que esse foi o ida mais frio que passamos, mais ainda do que o dia que nevou, estava mais ou menos -3ºC, mas a temperatura aparente era de -11ºC.
      Como o Central Park era pertinho do hotel, fomos a pé, entrando pela 5ª Ave, o mesmo lugar onde entrei para minha corrida. Os lagos do Central Park ainda estava congelados, pelo menos parte deles. Lá, a paz é a principal atração, um contraste com a agitação da cidade que o rodeia. 
       Chegando lá, estava ainda todo cheio de neve. O pond, um pequeno lago que encontramos logo na entrada, estava parcialmente congelado, onde vários passarinhos andavam pelo gelo. Na parte descongelada alguns patinhos nadavam juntos. Tiramos algumas fotos e fomos em direção ao ring de patinação ali perto. Chegando lá, comprei um ingresso (U$11,00) e aluguei um patins (U$7,00) para eu patinar, o tempo era livre, a pista é ótima, enorme, dava para pegar uma velocidade boa e tinha bastante espaço, mas não podia ficar lá  dia inteiro, então depois de meia hora, já com os pés doendo por causa do patins sem conforto, resolvi sair, justamente na hora de renovarem o gelo.
     Continuamos subindo o Central Park, tiramos algumas fotos, paramos na estátua da Alice, mas o frio estava intenso e a Cris não estava aguentando. Então, ela resolveu ir direto para o Metropolitan Museum  of Art. Entramos lá e estava quentinho, do jeito que a Cris queria. A entrada é fabulosa, imensa com ossadas de dinossauros gigantes em exposição. Troquei meus Citypass pelos ingressos e fomos procurar um lugar lá dentro para almoçar, mas antes de entrar deixamos nossos casacos e mochilas no Coat Check, um serviço gratuito de guarda de pertences do museu, já que não se pode entrar com mochila lá.
     Até chegar no restaurante/lanchonete que queríamos, passamos por várias salas e exposições, cada uma mais linda que a outra, entre quadros, obras de arte, esculturas, reproduções medievais, etc.. museu fantástico mesmo. Chegamos na lanchonete muito boa e ampla, esquema self-service mas dividida em diversos setores, como massas, saladas, sobremesas, líquidos... muito organizado, e cada setor tem seu preço adicional. Após passearmos bastante pelo museu, saímos e pegamos um ônibus em direção ao hotel. Foi aí que descobri que eles não aceitavam notas, pois tinha deixado meu cartão Metrocard na outra roupa, e acabei ficando sem como pagar, mas o motorista gentilmente me deixou entrar como carona no ônibus. Descemos, mas antes de nos dirigirmos ao hotel, paramos na Godiva para comprar outras delícias. 

      Depois de descansar um pouco no hotel, nos arrumamos para o último evento do dia: um jogo de basquete no NY Knicks no Madison Square Garden. O caminho já era conhecido, então pegamos o metrô e fomos para lá. Chegamos na hora, consegui um lugar ótimo para assistir o jogo, mas o estádio não estava tão cheio como no jogo dos Rangers. Como todo jogo no MSG, tudo é um show, nos intervalos existem promoções para quem senta em fileiras sorteadas, distribuição de camisetas por armas de ar comprimido e até dinheiro para uma pessoa jogar a bola na cesta de várias partes do campo. De lanche comprei um cachorro quente para nós e a Cris também quis uma pipoca, servida na caixinha dos Knicks. Infelizmente o NY Knicks não estava jogando bem e perdeu o jogo. Mesmo assim foi uma ótima experiência. Veja as fotos mais abaixo.


     Voltamos para o hotel, mas no caminho paramos para comer uma sobremesa no Lindy's, um restaurante dentre muitos que clamava ter o melhor Cheesecacke do mundo, e não estava ruim não, a fatia exagerada e muito gostosa nos satisfez muito bem. 








Fotos do Jogo de Basquete no Madison Square Garden:





14 de abril de 2015

Dia 11 - Missa, Top of the Rock, Jantar Cruzeiro Romântico

      Neste domingo, programei para assistirmos uma missa na Catedral de St. Patrick. Escolhi este dia e hora (10:00am) porque era o único horário que o famoso coral da igreja iria cantar na missa. Fomos andando para a igreja, passeando pela 5ª ave. Tudo parece ser muito perto em NY, dá para ir a vários lugares andando. É claro que pode-se pegar o metrô para ir mais rápido, mas passear a pé é muito melhor, conhecemos a cidade, as pessoas, tudo, mas se o lugar é muito longe, ou precisa-se chegar logo, o metrô é um sistema de transporte extremamente eficiente em NY, e passa em qualquer lugar.

      Chegamos na igreja cedo, ainda estava no final da outra missa, nos acomodamos e esperamos o início da nossa. Foi uma missa linda, o coral cantou as músicas em frente ao imenso órgão que fica do outro lado do altar, na entrada da igreja em um piso superior e ocupa a parede inteira, e este também foi utilizado na missa. Lá, fiquei sabendo também que as missas da St. Patrick são transmitidas ao vivo pela internet no site da catedral e também em uns 5 canais de TV, sendo que cada canal transmite a missa de uma igreja de NY (brooklyn, bronx, etc...).



      Saindo da missa, renovados, fomos para o Rockfeller Center para conferir o Top of The Rock, que é um terraço mirante onde podemos ver Nova Iorque inteira. Não havia muita fila, a primeira era para passar por Raios-X e detectores de metais, como qualquer atração nos EUA está fazendo, a segunda é para esperar o elevador que nos levará ao terraço. Não demorou muito e já entramos no elevador, que subiu os 67 andares em mais ou menos 10 segundos.

      Lá em cima, o terraço possui uma parte fechada para quem tem frio e não quer ir lá fora conferir a vista, mas lá fora é que temos a melhor vista de todas. Existe também lojinhas de souvenirs sobre o TopOfTheRock para levar alguma lembrancinha para casa. É possível ver toda NY de lá, uma vista linda mesmo. O Terraço é todo protegido por vidraças com frestas onde dá para colocar a máquina para tirar uma foto mais "limpa". Existe também a possibilidade de você subir mais um andar onde não tem nenhuma vidraça separando você da paisagem. 



      Descemos o Top of The Rock e fomos para o Rockfeller Plaza, onde paramos em um restaurante (o Rock Center Café) para almoçar. O restaurante fica do lado da pista de patinação, tem um ambiente muito gostoso, um clima muito legal. O atendimento também foi excelente, e a comida estava deliciosa. Pedi uma Caesar Salad, que veio caprichada. Os preços desse restaurante me assustaram, mas foi um susto "ao inverso", pois imaginava que fosse bem caro, mas não, eram preços de restaurantes normais.



      Terminando o almoço, fui ver se iria ser possível patinar na pista um pouco, mas quase caí para trás, pois custava U$ 48,00 para patinar por 1h e 30 min. Para quem for patinar esse tempo todo pode até ser uma boa, mas eu não queria gastar todo esse tempo, tinha coisas para fazer, bastava 30 minutos e já estava satisfeito, então resolvi não patinar. Fomos novamente para a Nintendo World, pois queria comprar um jogo que não consegui no outro dia por causa da multidão que copareceu no lançamento do Mario Party 10, e para minha surpresa, estava tendo uma festa dentro da loja, duas funcionárias vestidas das princesas e um personagem especial estava recebendo todos lá. Claro que tirei uma foto com ele, né ?


      Voltamos a pé para o hotel e descansamos o resto da tarde. Tinha programado uma surpresa para a Cris neste dia, mas ela não sabia o que era: um cruzeiro-jantar romântico no Le Bateaux New York. É um barco com cobertura toda de vidro, ele sai dos Piers de NY no rio Hudson e dá meia volta em Manhattan, descendo em direção à Estátua da Liberdade, passando pela Brooklyn Bridge e voltando depois da Manhattan Bridge. Durante o cruzeiro, é servido um jantar completo de 3 cursos, além de ter música ao vivo.
      Fomos de táxi (destaque para o sistema de entretenimento dentro dos Táxis de NY, igual ao de aviões, onde você pode escolher o canal para assistir e até ver o mapa por onde você passou, desde quando você entrou no táxi!) para o Chelsea Pier, onde o barco estava atracado, foi uma boa surpresa para ela. Nossa mesa era individual (na verdade, todas as mesas são para 6 pessoas, mas como meu pedido era para 2, a mesa ficou com 1 casal na janela e outro na outra ponta da mesa), e o pacote romântico incluía um buquê de rosas e uma garrafa de Espumante Brut Francês. No final, levamos as taças como lembrança da noite.

      O jantar estava delicioso, a música muito boa também, inclusive cantaram 3 músicas brasileiras e a que a Cris mais gosta: Empire State Of Mind (Alicia Keys), terminando com a clássica New York, New York (Frank Sinatra). Foi um jantar maravilhoso.








Dia 10 - 9/11 Memorial, Lombardi's, SoHo, Italy, Chinatown, Opera


      Acordamos e tomamos café da manhã no hotel. Saudades do Gabriel, da família e de todos os amigos que ficaram no Brasil. Pegamos então o metrô para downtown e paramos no memorial do 9/11. No local onde existiam as torres gêmeas foi construído um poço onde a água escorria continuamente para dentro dele. Em volta de todo ele estão escritos os nomes de todas as pessoas mortas no atentado, inclusive as que estavam nos aviões e no Pentágono.
      Andamos por lá e entramos na fila para entrar no museu, mas desistimos, pois nosso CityPass já tinha sido utilizado para o Intrepid e a entrada custava mais ou menos U$ 40,00. Saímos e fomos passear pelo bairro, conhecer as atrações das redondezas.
      Paramos então na Trinity Church, uma igreja anglicana datada dos anos 1700, muito linda e enorme, ao lado dela existe um cemitério enorme onde muitas pessoas famosas estão enterradas. Continuamos nosso passeio pelas ruas, passando pelo fórum e outros prédios conhecidos. Íamos até o famoso touro de bronze, mas como estava chegando perto de meio-dia e no dia seguinte estava programado um tour que iria começar justamente no touro, resolvemos pegar um metrô para irmos ao local de nosso almoço programado: Lombardi's Pizza.



     Não foi difícil achar a pizzaria, a Lombardi's Pizzaria é considerada a primeira pizzaria das Américas, inaugurada em 1905, sua pizza é conhecida por ter a massa crocante nas bordas e macia em seu interior, por ser feita em forno de carvão de alta temperatura que faz com que a pizza fique por apenas poucos minutos nele. O restaurante é meio apertado, muitas mesas, nos deram uma mesa pequena, que dava apenas nós dois e nada mais, fiquei imaginando como colcaríamos a pizza que pedimos. Ela chegou em um suporte que a deixava "levandada" na mesa, não atrapalhando muito. A pizza, embora estivesse bem simples, estava deliciosa, com muito molho de tomate, e a massa fina, mas confesso que poderia ser mais saborosa, estava muito simples, e o cardápio também é muito restrito, não tem muita variedade, que são basicamente 2 ou 3 tipos de pizza e você pode adicionar uns "toppings".

      Além disso, como não tinha sobremesa, fomos procurar uma em outra loja na rua, enquanto caminhávamos para nosso TourByFoot.





      Saímos em direção à praça de encontro do tour, procurando uma sobremesa e paramos em uma chocolateria, mas não estávamos muito para os chocolates dela, e continuamos em frente. Logo depois encontramos uma bakery que estava bem movimentada, seu nome era Dominique Ansei Bakery, e apesar do movimento, gostamos do que vimos na vitrine, cada delícia... enfrentei a fila, conseguimos um lugar para se sentar e desfrutamos dessas duas deliciosas sobremesas ao lado. Mais tarde, no tour, ficamos sabendo que essa bakery é muito famosa, que faz um doce chamado de Cronut, que é um donut especial e que ela fabrica uma quantidade limitada por dia, e cada pessoa pode comprar no máximo 2 cronuts, para que todos possam experimentar, mas mesmo assim é insuficiente, pois acaba muito rápido e muitos não conseguem comprar. Da próxima vez, já sei onde ir, que horas e o que pedir !

      Nos encontramos com a turma do Freetourbyfoot em uma praça próxima, dessa vez com muito mais pessoas. Nosso tour passou por três bairros de Manhattan: SoHo, Little Italy e Chinatown. Os passeios desses tour são muito legais, aprendemos muita coisa, vemos muitos lugares e coisas que não vemos normalmente sem ninguém nos explicando. Neste tour, fiquei impressionado com as diferenças entre as culturas, tão perto uma das outras. Quando entramos em Little Italy, um bairo de imigrantes Italianos, vemos as ruas e as lojas todas no estilo italiano, com tratorias, lojas de queijo, restaurantes, etc. Mas ao virar uma esquina, entramos em Chinatown, e o cenário muda drasticamente, as ruas lotadas, lojas com escrita chinesa, peixes e vários produtos secos, tipicos da culinária chinesa, à venda nas calçadas, muito difícil até de andar por lá. Foi inacreditável.





      O passeio transcorreu tranquilamente, a nosso tour terminou no meio da tarde em uma estação do metrô. Fomos então para o hotel nos aprontar para a programação da noite: Orquestra Filarmônica da Philadelphia.

     A Opera que iríamos assistir chama-se Les Contes d'Hoffmann, e ia se apresentar no The Metropolitan Opera, a casa de opera mais famosa de Nova Iorque. Para ir para lá, pegamos nosso primeiro Ônibus da viagem. Os ônibus de Nova York são todos ecológicos (elétricos, híbridos), muito limpos, pontuais e integrados ao nosso Metrocard ilimitado. Os motoristas não aceitam dinheiro, somente entra com o Metrocard, ou se tiver moedas trocado. O ônibus desceu bem em frente ao Lincoln Center. O Metropolitan Opera é um lugar fabuloso, seu interior é lindo, com um lustre gigantesco, carpete vermelho e muito espaço. Nossas cadeiras eram no Tier 1, mais ou menos no 4º andar do teatro, acima ainda tinham 2 andares (o Tier 2 e o Balcony).
     Foi maravilhoso assistir a opera. Graças a um tradutor simultâneo (em texto) na frente de cada cadeira, foi possível entender a história, que estava sendo cantada em francês.